Aedes aegypti, Haemagogus e Sabethes são nomes próprios dos três tipos de mosquitos transmissores de doenças infecciosas, como a febre amarela.

Muito popular em regiões de clima quente e úmido como o Brasil, os mosquitos são habitantes do dia a dia doméstico e da vida urbana, principalmente em áreas com grande concentração populacional. Mais de 80% dos seus criadouros são encontrados dentro das casas ou em seus arredores, segundo dados do Ministério da Saúde.

 

Avanços territoriais dos mosquitos

Embora o Brasil seja cada vez mais afetado pelo poder avassalador dos mosquitos e sua capacidade de transmissão de doenças infecciosas, nos Estados Unidos também já estão sendo feitos estudos e rastreamentos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti sugerindo que os mosquitos podem estar se movendo para novos nichos ecológicos com maior frequência.  A maioria dos documentos tem preocupado os Estados Unidos, onde, por exemplo, Aedes aegypti – o mosquito da febre amarela, que também difunde a zika, dengue e chikungunya – vem subindo nos municípios da Califórnia e Nevada, onde nunca, ou raramente, haviam sido vistos.

Em matéria publicada no jornal americano The New York Times,  relatórios notaram espécies de mosquitos encontradas pela primeira vez em certas ilhas do Pacífico Sul, ou em partes da Europa, onde os invernos severos anteriormente os mantiveram a distância.

 

 

Estudantes de medicina brasileiros e médicos residentes americanos unidos em uma força-tarefa contra a  febre amarela e outras epidemias

Em 2017 uma equipe formada por alunos da FASEH e médicos residentes das universidades de Stanford (Califórnia) e Emory (Geórgia) iniciaram uma pesquisa sobre a dengue, chikungunya e a febre amarela.

O trabalho da equipe de pesquisadores é o de realizar um primeiro levantamento do mapa de infecção por febre amarela e outras epidemias, tendo como base o Hospital Odilon Behrens, de Belo Horizonte, e também hospitais e centros de saúde de Vespasiano e região.

“Tivemos a oportunidade de levantar fundos para realizar uma pesquisa de campo mais ampla, com investigação sobre possíveis estratégias de prevenção e tratamento.” explica a médica americana, Dra. Desiree LaBeaud, do Departamento de Pediatria e Doenças Infecciosas da Stanford University que já realizou trabalhos semelhantes no Quênia e Granada. Confira:

Dra. Desiree LaBeaud é médica, professora e pesquisadora da Stanford University, especialista em Doenças Infecciosas Infantis e mestre em Pesquisa Clínica Epidemiológica.

A pesquisa conjunta só foi possível graças a um acordo de cooperação, contemplando as áreas de educação, ensino e pesquisa, assinado em 2016 pela FASEH e pela Escola de Medicina de Stanford. O compromisso foi conduzido pelo professor de doenças infecciosas da FASEH, Dr. José Antônio Ferreira, que é coordenador de assuntos internacionais da faculdade.

Um acordo semelhante foi assinado entre a FASEH e a Emory University com o objetivo de transformar a escola de medicina de Vespasiano em um centro especializado em infectologia.

 

Artigos e apresentações internacionais

Esta é mais uma experiência bem-sucedida da FASEH em parceria com as universidades americanas de Emory e Stanford. Em 2016, as três universidades realizaram outra pesquisa, tendo como foco doenças como a hanseníase, leishmaniose e esquistossomose. Na ocasião, a equipe de pesquisadores realizou o mapeamento espacial da distribuição dessas doenças, que apontou importantes coincidências e correlações entre as mesmas. A diretora do Programa de Hanseníase da Emory University, Dra. Jessica Fairley, explica como está o projeto, desenvolvido na capital e no interior mineiro:

Jessica Fairley é médica, professora e pesquisadora da Emory University, especialista em Doenças Infecciosas e Medicina Tropical e mestre em Epidemiologia.

A FASEH também promove anualmente a Semana de Internacionalização. O evento reúne alunos, professores, pesquisadores e residentes da instituição e das universidades parceiras para apresentar os resultados e os avanços das pesquisas em prol da saúde global.

 

Ampliação dos projetos de pesquisa e combate às epidemias

A FASEH segue direcionando seus esforços nas pesquisas das doenças infecciosas com parcerias internacionais. Além da pesquisa, a FASEH também pretende atuar diretamente no dia a dia da cidade de Vespasiano e região, colaborando com qualidade de vida da população.

Segundo o professor, José Antônio Ferreira, o objetivo para 2018 é “estreitar os laços com a Prefeitura de Vespasiano e estabelecer um projeto colaborativo, no qual FASEH, universidades americanas e Prefeitura Municipal vão atuar na educação nas escolas secundárias a fim de dar às crianças e aos adolescentes informações mais claras sobre formas de prevenção e controle da doença”.

Estudar Medicina na FASEH é ter toda a estrutura para uma formação de excelência, dentro e fora do país. Além de convênios com os principais hospitais de Belo Horizonte, Região Metropolitana e Rede FHEMIG, a FASEH oferece parcerias de pesquisa com instituições de renome internacional, como a Emory University, Stanford University e University of Miami.

Com professores que são referências em todo o Brasil, metodologias inovadoras de ensino e infraestrutura completa com os recursos mais avançados para a formação de médicos, a FASEH está formando, hoje, os profissionais da medicina do futuro. Um compromisso que garantiu à FASEH a nota 5 no MEC, o conceito máximo que apenas 23 entre mais de 300 Faculdades de Medicina no país. Inscreva-se para o Vestibular de Medicina da FASEH. 

 

 

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