31 2138-2900
31 98455-2894





COMO MANTER O ENSINO-APRENDIZADO NO ISOLAMENTO DA PANDEMIA


Engajamento de professores e alunos, suporte para acesso à internet e adaptação das aulas para a web são receita para garantir o semestre letivo

 

Aula virtual de Medicina da Faseh
Prof. Sephora em GD virtual sobre saúde da mulher com alunos da Medicina da Faseh

 

“No dia em que a Terra parou, o Centro de Soluções Educacionais fez o mundo virtual girar. Porque nós não paramos de viver. Nós não paramos de aprender. Nós aprendemos a desenvolver estas aulas. Aprendemos a ser mais didáticos nestas aulas. Agora, nós não temos o feedback imediato da expressão facial do aluno. Nós tivemos que nos tornar mais claros, mais objetivos. A nossa aula se tornou mais curta. Nós saímos do papel de ator principal deste palco da sala de aula. De verdade. Foi quando eu vi que o modelo vertical de transmissão do conhecimento não existe mais. Nós estamos construindo uma nova realidade, um novo modelo, um novo normal. E esta construção ainda está em processo”. (Depoimento da professora Tatiana Teixeira Álvares, do curso de Fisioterapia da Faseh)

 

 

Foi uma ruptura brusca de realidade, em todos os aspectos. A pandemia do novo coronavírus virou de cabeça para baixo o mundo em que vivíamos, até então. Para muitas escolas, a suspensão das aulas presenciais significou a interrupção do ensino-aprendizado, pela impossibilidade de mantê-lo de forma virtual. Não para a Faseh que conta com um Centro de Soluções Educacionais e preparo prévio do corpo docente.

Centro de Soluções Educacionais

O diretor geral da Faseh, Professor Dr. João Lúcio dos Santos Jr. explicou que o  know how que a Faseh já tinha em EAD e a expertise do professor Anderson Pimentel e da professora Carla Adriana de Souza, do Centro de Soluções criado com a colaboração do renomado professor Cláudio de Moura Castro, facilitaram o processo, quando o MEC autorizou as aulas virtuais, mesmo para os cursos da saúde.

 

 

Desta forma, a faculdade respondeu bem ao desafio de como manter o ensino-aprendizado no isolamento da pandemia. Engajamento de professores e alunos, suporte para acesso à internet e adaptação do conteúdo de aulas para a web são receita para manter o semestre letivo. 

Acessibilidade para todos

O diretor geral da Faseh, professor Dr. João Lúcio dos Santos Jr. explicou que a maior dificuldade para as aulas virtuais, ao início, foi que havia alunos sem computador ou acesso à internet. Mas, rapidamente, a faculdade contornou este problema alugando equipamento e garantindo que eles tivessem as mesmas condições dos outros estudantes.

Andreia Zuqui, líder de Marketing e Comunicação da faculdade, ressalta que o acesso às aulas on-line para os alunos que não tinham o recurso, foi possível por meio de uma parceria fechada com a Claro. A operadora atendeu à demanda feita pelo Marketing e forneceu gratuitamente os modens e as linhas, para que os alunos que não tinham internet em casa não ficassem impossibilitados de continuar o curso por meio das aulas remotas.

 

 

Criando soluções na pandemia

O professor Anderson Pimentel, juntamente com a equipe do Centro, tem sido a alma criadora de soluções virtuais na pandemia.  Ele conta que alguns professores enfrentaram muitas dificuldades, mas venceram os desafios e mantiveram as aulas. “Teve quem trabalhou enfrentando morte de parente. Teve quem estava isolado em local sem internet e tinha que viajar para poder dar aula, até instalar a rede. No começo, alguns tinham dificuldade de lidar com a tecnologia e nos ligavam o dia todo pedindo apoio e, agora, fazem sozinhos.” 

Profs. Anderson Pimentel e. Cláudio de Moura Castro do Centro de Soluções Educacionais

 

Para Anderson, a pandemia está sendo um período de histórias inspiradoras sobre desafios vencidos para o ensino-aprendizado. “Tem quem acredita que para o professor foi um mundo colorido de facilidades. E não foi. Tem muita história. Muitas dificuldades, mas recheadas de vitórias! Tem aluno que mora em comunidade carente onde o sinal de internet não chega. Quer ter aula e a Faseh faz de tudo para ajudar. O professor quer que todos tenham aula e não sossega, até conseguir. E a gente dá um jeito”, conta Pimentel, empolgado.

 EAD na pandemia

Entre os dias 17 de março e 15 de maio, o Centro de Soluções realizou 1.728 atendimentos à comunidade acadêmica, com a colaboração de 5 profissionais que ganharam a ajuda de outros 7, a partir de maio.

 

 

Mais da metade desses atendimentos (57,6%) foi a professores, para a formatação das aulas de ensino à distância. A segunda maior demanda foi de alunos (28,4%). Também foram assistidos as coordenações dos cursos (5,3%), funcionários (4,6%), monitores (2,7%), diretoria (0,8%) e público externo (06%).

 

 

 

Entre os cursos, a maior demanda veio da Medicina (50,2%), seguido do Direito (17,3%), Enfermagem (12,3%), Fisioterapia (9,0%), Engenharias (4,6%) e pós-graduação (1,6%). O restante (5,1%) foi de demanda que atendeu a todos os cursos.

 

 

A maior parte dos atendimentos foi para instrução de acesso à plataforma Blackboard (12,8%), usada pela Faseh. A capacitação tecnológica (12,6%) também foi bastante demandada, assim como, atendimento telefônico (11%), suporte técnico de informática (10,8%), capacitação e cadastro de conteúdo (10,3%) e disponibilização de conteúdo (8,9%)

 

 

Colaboração e engajamento

Se por um lado a agilidade da Faseh foi imprescindível para estabelecer as bases da manutenção do ensino-aprendizado, o engajamento dos professores e alunos tem sido essencial para mantê-lo ativo, durante os últimos meses, sem aulas presenciais devido ao isolamento necessário para conter a disseminação do vírus.

Os docentes confirmam que, no começo, houve dificuldades, com o home office. O professor de Direito Fábio Luiz Guimarães conta que criar uma rotina nova foi desafiador. “Do ponto de vista do professor, a dificuldade foi manter as atividades diárias, num ambiente restrito, tendo que agregar a esta nova atividade doméstica a atividade laboral que ele fazia fora. Havia uma necessidade de organização profissional, além de dominar as tecnologias para que isso aconteça. Para os alunos, também houve desafio de manter uma disciplina de estudo, de se manter conectado ao aprendizado”.

 

“Na Faseh, temos diversas experiências extremamente interessantes, produtivas de ensino remoto e com qualidade e eficiência de aprendizado. Temos recursos tecnológicos para apoio das atividades, um núcleo de professores (do Centro de Soluções)  que sugerem formatos novos e diferenciados para as aulas”, conta o professor.

Aula interdisciplinar online

O professor Fábio Guimarães destacou uma aula interdisciplinar online, realizada com 4 professores do Direito e a participação de alunos de 3 turmas de períodos diferentes. “Foi uma aula sobre um caso prático, recente, de julgamento do STF sobre medidas provisórias. Foi muito gratificante ver o envolvimento, a participação ampla dos alunos. Houve interesse pelo assunto e também pela forma de apresentação multidisciplinar do mesmo tema, com quatro abordagens diferentes”.

Para Fábio, esta experiência do ensino remoto fica. “Ela vai trazer contributos para que o professor mantenha esta expectativa de usar dos meios tecnológicos dessa comunicação digital, se não for o principal elemento de ensino, uma ferramenta extraordinária pra reforçar o ensino-aprendizado”.

Ensino médico à distância

Um desafio maior ainda têm sido as aulas dos cursos da saúde, sem a prática presencial. Mas os professores da Faseh têm conseguido driblar isso, com recursos tecnológicos, o uso da metodologia ativa, o apoio do Centro de Soluções e muita dedicação.

“É um excelente momento para utilizarmos outros recursos e deixar a criatividade rolar. Eu e meus alunos temos feito discussões de casos clínicos, simulações de teleatendimentos, simulação realística em videoaulas gravadas no laboratório da Faseh e outras metodologias e recursos tecnológicos que temos, para tentar superar a distância e a impossibilidade de examinarmos pacientes presencialmente”, explica a professora de Medicina da Faseh, Dra Flávia Ribeiro.

 

 

A dupla de professores de saúde da mulher, Dr Alexandre Ravski e Dra. Sephora Queiroz criou um esquema que também tem tido bom retorno, para o curso de Medicina. Disponibilizam as aulas teóricas, durante a semana, e fazem um grupo de discussão, todas as sextas, com aplicação de prova de conceitos, valendo nota e com devolutiva, no momento do teste. A Dra. Sephora explica no depoimento em vídeo.

 

 

“Tem sido muito produtivo, com participação maciça dos acadêmicos e dos professores. É o momento mais gostoso, da semana (tem o encontro inicial, a descontração de cada um se mostrando no ambiente e na intimidade de casa) , em que a gente troca ideias em um fórum, agregando novos conhecimentos, novos valores, na construção da formação desse futuro médico. Acho que, mesmo após a pandemia, acabaremos agregando este conceito de ensino à distância no nosso dia-a-dia”, finaliza a professora.

 

GD de Medicina
GD (Grupo de Discussão) virtual de Medicina da Faseh na pandemia

 

Metodologia ativa virtual

“Eu uso as redes sociais para criar engajamento dos alunos com pílulas de conhecimento. A cada aula teórica que dou, no ambiente virtual de aprendizagem, faço um videozinho com comentários e um resumo sobre o assunto. Ou um videozinho prático sobre o tema da aula” Esta é uma das táticas usadas pelo enfermeiro, professor dos cursos de Medicina e Enfermagem da Faseh, Daniel Fernandes.

Ele explica que a metodologia ativa descreve como pílulas de conhecimento este tipo de instigação do aluno. “É como se fosse uma degustação para que ele queira aprender mais sobre o conteúdo. E ele vai ser desafiado a pesquisar, para desenvolver melhor o conhecimento”.

 

 

Daniel deixa as aulas teóricas gravadas no Blackboard e usa o Google Meet para a discussão de casos clínicos. Também uso o storytelling (técnica de contar histórias) em realidade virtual (VR), com a ajuda de um software que é como o de um jogo do playstation (The Sims), só que para a ensinar saúde. O aluno cria um avatar dele, junto com colegas de equipe e eles vão simulando situações.

O professor afirma que Isto permite uma absorção maior do conteúdo, do ponto de vista cognitivo, de tomada de atitude e também a habilidade comportamental, na interação entre os estudantes.  “A habilidade prática é que não dá para desenvolver virtualmente, Precisamos voltar ao ambiente presencial para treinar, com as simulações realísticas, antes do atendimento de pacientes”.

 

 

Engajando alunos

Professores de todos os cursos se aprofundaram na busca de novidades e mecanismos para tornar as aulas mais atraentes e participativas. Também passaram a adotar as redes sociais para contato maior com os alunos ou incrementar o uso delas com assuntos sobre a pandemia relacionados às matérias que ensinam. 

Os que já tinham experiência com ensino à distância, até de cursos oferecidos pela internet, disponibilizaram gratuitamente conteúdos. Foi o caso do professor da pós-graduação de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Filipe Jaeger.

 

 

Desafios de aprendizado

O professor de Direito e juiz Gustavo Côrte Real, dá um exemplo do que tem feito nas aulas remotas e de como tem sido o retorno dos alunos. Ainda no começo do isolamento social, ele lançou o desafio aos estudantes que gravassem vídeo falando sobre este período distante da faculdade e sobre a matéria de psicologia jurídica.

 

Gabriel Félix de Carvalho foi um dos alunos que aceitaram o desafio do professor. Em vídeo gravado, ele disse o que acha do isolamento e até indica filme sobre a matéria da psicanálise.

 

 

Karoline Araújo Batista conta como o irmão, enfermeiro formado pela Faseh, tem cuidado da família, durante o isolamento e o hábito que ela adotou para passar os dias.

 

 

Estímulo e calor à distância

Preocupado em manter o calor das trocas presenciais e o ânimo dos alunos, o médico e professor Sérgio Gonçalves de Oliveira procurou fazer as aulas pela internet mais acolhedoras e animadas com mensagens de conforto e esperança. “Comecei compartilhando nossos cafés-da-manhã, on-line, incluindo até trocas de receitas de bolo. Percebi que precisávamos de movimento, muito movimento, de uma forma lúdica e animada”.

“A experiência foi e está sendo ótima, estou descobrindo com os alunos as novas formas de aprendizado. Precisamos encontrar nos momentos mais difíceis as soluções mais criativas e estimulantes para nossos alunos”

 

Criatividade e calor nas aulas virtuais
Prof. Serginho: acolhimento e estímulo à distância

 

O professor Serginho, como é chamado pelos estudantes, se baseou na brincadeira de telefone-sem-fio da infância dele, só que usando os meios virtuais de hoje – email, whatsapp, além de ligações telefônicas – para estimular a técnica do exame neurológico e sua descrição nos prontuários eletrônicos e nas papeletas. “Eu enviava a descrição do caso de um paciente, o aluno lia, tirava um tópico e acrescentava dois novos, e enviava a outro colega que fazia o mesmo, seguindo a lista de chamada. O último me enviava a descrição final que eu repassava a todos. Além de estudarem e lerem os artigos, comunicavam-se uns com os outros, criando uma nova forma de aprender e gostaram muito!”

Segundo o professor, a oportunidade de fazer uma descrição sempre melhor do que a anterior deu aos acadêmicos uma nova visão do exame neurológico e sua descrição de forma minuciosa. “Cada um tem sua forma de aprender, e durante minhas duas décadas de ensino entendo o aprendizado como fazer um avião com uma folha de papel. Mesmo seguindo uma orientação, cada um faz da sua forma. E cada avião vai apresentar o seu voo. Cada um no seu tempo!

Esforço recompensado

Todo este empenho e engajamento tem sido recompensado. As turmas dos últimos períodos dos cursos da saúde puderam se formar antecipadamente e de forma virtual.Também os TCCs(Trabalhos de Conclusão de Curso) estão em dia, sendo apresentados pela plataforma digital Blackboard. 

Larissa Guedes, acadêmica da Enfermagem, conta como foi encarar o desafio da banca virtual do TCC que ela fez com as colegas Letícia Batista e Larissa Moreira. 

 

“Foi algo diferente, pra gente. Acho que marcante, também, na vida de cada uma. Mas, graças a Deus, fomos aprovadas com louvor!”

Nesta semana, a coordenação das Engenharias também inovou, com a realização de um Colóquio virtual, com diversos professores da área e da saúde convidados a participar de painéis, pelo Blackboard. O coordenador e professor Cláudio Cançado explica a ideia do evento.

 

 

A programação dos painéis do Colóquio de Engenharia, no próximo dia 20, começa às 13:00, com o último às 16:45.

 

 

 

RUA SÃO PAULO 958, Jardim Alterosa - VESPASIANO - MG CEP 33200-664
CONTATO 55 (31) 2138-2900
BHY Tecnologias