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INFECTOLOGISTA AFIRMA QUE BAIXA COBERTURA VACINAL BOTA PAÍS EM RISCO DE NOVO SURTO DE FEBRE AMARELA


 

“Milhões de pessoas não foram vacinadas, pricipalmente no sul e sudeste do país, onde a imunização ficou muito abaixo da meta. Já tivemos 8 mortes desde dezembro. Estamos no período sazonal que vai até maio e o número pode aumentar”

 

 

A médica infectologista, especialista em Medicina Tropical e professora da FASEH, Tânia Maria Marcial Amaral, uma das maiores referências no país, diz que o alerta da OMS sobre o risco de nova onda de surto de febre amarela é para que as autoridades de saúde ampliem a cobertura vacinal.

“O caminho é a prevenção. Não existe tratamento contra o vírus da febre amarela, não existe um remédio que mate o vírus. Se a pessoa o contrair, nós só temos como tratar de forma sintomática. Tratamos a dor e a febre. Não temos um remédio, um antiviral para tratar a doença diretamente. Quando a pessoa tem a forma grave, precisa dos cuidados intensivos em CTI”, diz a especialista.

Segundo Tânia Marcial, a epidemia começou no norte de MG, veio para a região central do estado, espalhando- se também para o ES, Rio de Janeiro e São Paulo. “Este ano foram verificados os primeiros casos no Paraná, percebendo-se um avanço da doença para a região sul, onde a cobertura vacinal é baixa, pois não era região indicada para vacinação pelo Ministério da Saúde até 2017″.

A professora é categórica sobre a ação a ser adotada pelas autoridades de saúde: “Vacinar a população, principalmente a de mais alto risco que é a masculina de zona rural. Para isso é preciso enviar profissionais aos locais para vacinação casa a casa”.

Tragédia de Brumadinho

Já sobre a preocupação de que o desastre ambiental causado pelo rompimento da barragem Córrego do Feijão, em Brumadinho, provoque o aumento de casos de dengue ou febre amarela na região, a infectologista explica: “Brumadinho já teve muitos casos de febre amarela entre 2017 e 2018. A população foi vacinada neste período, por isso não existe risco aumentado da Febre Amarela. Quanto à dengue, sempre existe risco, independentemete do dano ambiental causado. O risco é grande em toda Região Metropolitana de BH onde não houver medidas para conter a proliferação do mosquito”.

TÂNIA MARIA MARCIAL AMARAL
Graduada em Medicina pela UFJF (2001), com mestrado em Ciências da Saúde Infectologia e Medicina Tropical pela UFMG (2007). Foi diretora do Hospital Eduardo de Menezes. Atualmente é professora da FASEH – Faculdade da Saúde e Ecologia Humana – e estatutária da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais e da Fundação de Assistência Médica de Urgência de Contagem. Tem experiência na área de Infectologia, principalmente, com febre amarela, dengue, febre hemorrágica, sepsis e porfirias.

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