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INTERNACIONALIZAÇÃO DA FASEH MARCA HISTÓRIA


CONGRESSO INTERNACIONAL VAI COMEMORAR OS 10 ANOS DE COLABORAÇÃO DA FASEH COM UNIVERSIDADES NORTE-AMERICANAS

 

Prof. José Antônio Ferreira, coordenador do Núcleo de Internacionalização da FASEH: Simpósio vai marcar 10 anos do projeto em 2019

 

 

Universalizar é o que importa, principalmente, quando se fala de ensino e pesquisa. Por isso, há quase 10 anos, a FASEH iniciou um projeto de internacionalização, em parceria com universidades norte-americanas, que colocou a Faculdade de Saúde e Ecologia Humana no mapa de pesquisas importantes na área da saúde e trouxe a oportunidade de um intercâmbio de estágios entre estudantes e profissionais.

Tudo começou com a ida para Atlanta – cidade sede da Emory University, nossa primeira parceira no projeto – do professor José Antônio Ferreira que, hoje, coordena o Núcleo de Internacionalização da FASEH. O professor conversou com a Agência de Notícias da FASEH sobre o projeto e o que a faculdade planeja para a data de celebração dos 10 anos em Março de 2019.

AN: Como surgiu o projeto de internacionalização da FASEH?

J.A: Em 2005, fui aos Estados Unidos para estudos na Emory University e tive contato com profissionais do CDC ( Centers for Disease Control and Prevention– Centro de Controle e Prevenção de Doenças), que também fica em Atlanta. Como microbiologista, tinha muito interesse em conhecer o trabalho da agência do Governo que é referência para o mundo. Através deste trabalho, foi me dada a oportunidade de apresentar uma proposta de parceria para pesquisas na área da saúde pública com a FASEH. Em 2009, fizemos um seminário com representantes da Emory para apresentar o projeto para a diretoria da faculdade e, no mesmo ano, professores e alunos da universidade de Atlanta e representantes do CDC vieram para Minas Gerais  para o primeiro trabalho de pesquisa colaborativo, no projeto que gerou vários frutos diretos e indiretos e perdura até hoje.

AN: E como esta experiência funciona para os alunos da FASEH?

J.A: É como um intercâmbio entre alunos da Emory e da FASEH. Os pré-requisitos para os estudantes de medicina da faculdade participarem do projeto são falar inglês e ter cursado disciplinas básicas relacionadas à área de estudo da pesquisa. Após sua participação nas atividades de campo no Brasil, eles podem ir para os EUA para realizar estágios na Emory University, assistindo aulas e acompanhando a assistência médica. Em 2010, o primeiro aluno da FASEH foi para Atlanta e, no total, 15 já foram. Os projetos relativos a esta parceria internacional  são reconhecidos como projetos de extensão pela FASEH o que dá aos alunos brasileiros a oportunidade de receber um certificado de participação que pode ser apresentado em concursos para residência médica, sendo estes valorizados neste processos altamente competitivo. Além disto, eles participam como co-autores nos trabalhos publicados e/ou apresentados em congressos nacionais e internacionais. Em 2009, no primeiro ano do projeto, tivemos dois artigos publicados em revistas médicas. A pesquisa foi feita em unidades de saúde de Vespasiano e objetivou o estudo do impacto da diarréia aguda em crianças menores de 5 anos de idade e o papel da Estratégia de Saúde da Família nestes quadros.

AN: Esta primeira experiência foi essencial para que o acordo entre Emory e FASEH fosse firmado?

J.A: Sim! Em 2011, foi assinado o acordo entre a Escola de Saúde Pública da Emory e a FASEH. Em 2012 esta parceria foi estendida para a escola de medicina da universidade norte americana abrindo caminho para que médicos residentes de pediatria, envolvidos no programa Global Health Track, integrassem o projeto. Ainda, com a participação crescente de  médicos da Emory na parceria deu-se início a um processo de expansão das atividades para hospitais parceiros da FASEH, para a realização de estágios clínicos e desenvolvimento de projetos com pacientes admitidos em centros médicos de referência no Estado.

AN: E como se deu a entrada da Stanford University no projeto de internacionalização da FASEH?

J.A: Em 2012, eu fui para a Califórnia fazer meu pós-doutorado na Stanford University e tive a oportunidade de apresentar o nosso projeto à diretoria do centro de estudos de saúde global da universidade ( Center for Innovation in Global Health ). A referência da parceria com a Emory foi essencial para que eles aderissem ao projeto de internacionalização da FASEH. Em 2015, em pleno surto de Zika e Chikungunya no Brasil, o potencial de estudo sobre a doença despertou o interesse da professora e pesquisadora de Stanford, Desiree LaBeaud, que veio para investigar o alto contágio no nosso país. O sucesso deste projeto piloto levou assinatura de um termo de colaboração entre a FASEH e a instituição californiana.

 

 

Dra Jessica Farley, da Emory, e Dra Desiree LaBeaud, de Stanford, na Semana da Internacionalização, em abril deste ano

 

 

AN: E o projeto de estudo da Hanseníase, como se deu?

J.A: Esta foi uma iniciativa da professora Jessica Farley, da Emory university,  e das dermatologistas e professoras da FASEH, Maria Aparecida Grossi e Sandra Lyon. O estudo teve como objetivo avaliar o papel da desnutrição e/ ou co-infecções parasitárias no desenvolvimento de casos graves de hanseníase em atendidos no hospital Eduardo de Menezes, em BH. Este projeto ganhou a colaboração também do UFJF em seu campus avançado localizado em Governador Valadares.

AN: E de onde vêm os recursos para o desenvolvimento dessas pesquisas?

J.A: Quando o Dr. Ricardo Guimarães assumiu a FASEH, como presidente do Centro de Ensino Superior de Vespasiano – entidade mantenedora da faculdade – em 2015, foi criado o Departamento de Internacionalização que eu coordeno. As publicações das pesquisas feitas têm ajudado na captação de recursos, dando sustentabilidade e credibilidade ao projeto. Além disso, temos parcerias com ordens religiosas e ONG´s internacionais que trabalham pela saúde e que nos apoiam com verbas específicas.

AN:  E a ideia da Semana de Internacionalização como surgiu?

J.A: Começou com um café da manhã com palestras, com a participação de nossos parceiros, professores e alunos das universidades americanas, que estiveram aqui por 3 a 4 semanas em 2018. A ideia foi apresentar o projeto para os outros alunos da Medicina da FASEH. Diante do retorno positivo, resolvemos incluir no calendário anual de atividades da Faculdade a Semana da Internacionalização, sendo que em 2019 celebraremos 10 anos de parcerias internacionais com um evento grandioso para a data comemorativa. Estamos organizando um seminário, o 2o Simpósio Internacional sobre Doenças Emergentes e Reemergentes, aulas na Associação Médica, reuniões científicas e cursos com especialistas convidados internacionais. Queremos lançar a pedra fundamental do futuro Instituto de Saúde Pública da FASEH, um evento para marcar esta posição como centro de pesquisa no modelo de internacionalização que, antes, era ocupado apenas por universidades públicas e pela Fiocruz, aqui no Brasil.

Internacionalização da FASEH: intercâmbio e pesquisa

 

AN:E há intenção de expandir mais o projeto de internacionalização da FASEH?

J.A: Sim, inclusive para outros cursos da FASEH! Está em andamento um acordo para um projeto de Engenharia Médica com a Universidade de  Illinois Urbana-Champaign. Para a Medicina, a FASEH está iniciando a formalização de um acordo para participar de um projeto, já existente, entre as Universidades de Stanford e Yale, na área da medicina interna. Tem ainda uma carta de intenção para uma parceria com a Universidade de Miami nos campos da atenção primária e saúde coletiva. Ainda há muito por vir!

 

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