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SAÚDE SOCIAL EM DESTAQUE NA SEMANA DE TCCs VIRTUAIS DA MEDICINA


As bancas de avaliação online são a forma adotada pela Faseh em tempo de isolamento devido à pandemia

 

TCC virtual da Medicina na Faseh
Apresentação de TCC virtual de alunos de Medicina da Faseh

 

Temas de saúde social foram destaque nesta semana de apresentação dos TCCs virtuais da Medicina por meio da plataforma digital Blackboard. As bancas de avaliação online dos Trabalhos de Conclusão de Curso são a forma adotada pela Faseh, em tempo de isolamento devido à pandemia do novo coronavírus.

Os TCCs têm como objetivo apresentar à comunidade acadêmica os trabalhos científicos produzidos pelos alunos. As apresentações são realizadas no fim do penúltimo semestre do curso. No caso da Medicina, isto ocorre no 11º período. Entre terça e quinta desta semana, 39 alunos apresentaram 9 trabalhos. 

 

Dra Jacqueline de Castro Laranjo – Professora da disciplina TCC da Faseh

 

Produção científica

A professora da disciplina de TCC da Faseh, Dra Jacqueline Laranjo, explica as fases de produção dos trabalhos que começam no 8º período. “O acadêmico estabelece as etapas de elaboração de projeto de pesquisa e encaminha ao Comitê de Ética em Pesquisa da Faseh, para aprovação. Na segunda fase, ele executa este projeto, coleta e analisa dados e redige o texto final, segundo as normas de apresentação de trabalho científico”.

 

Silmar Rates foi professor convidado da banca de TCC do grupo da aluna Elisa Lodi Wollscheid

 

Empoderamento feminino

Um dos grupos de TCC apresentou um tema elogiado pelo Professor convidado para a banca, Dr. Silmar Rates: “Relação entre taxas de parto cesáreo e empoderamento feminino em diferentes países (117). ¨O tema é eterno, atual, provocador, quantitativo e qualitativo. Tanta informação, tanta coisa rica. Foi o trabalho de TCC que mais li e reli”, comentou o professor, parabenizando o grupo. 

 

” O avanço tecnológico e a maior participação feminina no mercado de trabalho vêm resignificando o papel da parturiente no planejamento gestacional e na tomada de decisão da via de parto” – TCC  empoderamento feminino

 

 

 

A acadêmica Elisa Lodi explicou que o grupo trabalhou com 3 variáveis de empoderamento econômico: participação no mercado de trabalho, taxa de fertilidade na adolescência e índice de paridade de gênero em matrícula escolar, bruta. “Contudo, acreditamos que outros indicadores devem ser pesquisados, levados em conta, para ajudar a justificar melhor o aumento de parto cesáreo no mundo”.

 

Saúde com visão social

Outro tema, entre os TCCs da Medicina, que se destacou pelo aspecto social, foi sobre o “conhecimento dos estudantes dos cursos de saúde acerca do atendimento à população LGBTQI+”. O estudo demonstrou a necessidade da mudança na formação dos acadêmicos de saúde que, apesar de não demonstrarem preconceito, estão despreparados para o atendimento a este público.

 

 

 

A aluna Tchayra Souza conta que o objetivo do trabalho era avaliar se há diferença entre os estudantes das diversas áreas de saúde, neste aspecto. A conclusão foi de que os de Medicina têm maior conhecimento sobre o tema. “Porém, não encontramos, na literatura, o motivo,  já que não há matérias sobre isso nas grades de qualquer um dos cursos da saúde”, afirma Tchayra.

“Na nossa pesquisa de campo em hospital, observamos que, até o emprego do artigo de gênero correto, ao conversar com pessoas deste grupo social, é importante para dar o tratamento adequado, deixando o paciente mais à vontade”, explica a acadêmica Carolina Roquette.

 

As acadêmicas Tchayra Souza e Carolina Roquette: TCC mostra lacuna no ensino de saúde

 

Liga da Diversidade 

Rafaela Couto dos Santos, também integrante do grupo, ressaltou a existência da Liga da Diversidade, criada há cerca de 1 ano, na Faseh. “Participam os alunos que têm interesse sobre o tema. A demanda é pequena, mas os alunos já demonstram algum conhecimento adquirido. Apesar disto, faltam matérias específicas, além dos estudo de IST, Infecção Sexualmente Transmissível) como das doenças crônicas e de como abordar a sexualidade numa anamnese”, esclarece a estudante.

A professora convidada Dra Tânia Marcial disse que achou muito interessante os próprios alunos solicitarem a intervenção da escola, para a introdução do tema no currículo  e para que estejam seguros e tranquilos na abordagem, quando no atendimento a este público. 

 

Professora convidada Dra Tânia Marcial: “Tema moderno, parte da evolução humana”

 

“É um tema muito moderno, parte da evolução humana, e que trata das diversas variações de padrões e comportamentos sexuais diferenciados hoje. Ainda não aprendemos a trabalhar com isso. É difícil, para todos nós, acompanharmos esta mudança. Quando começamos a lidar com pacientes de AIDS, se falava apenas em heterossexuais, homossexuais e transsexuais. A gente tem que se despir dos preconceitos e entender que todos têm direito a ser felizes, que há diversas formas de amar”, completou a professora.

 

Participação especial

Um dos convidados para a banca deste TCC foi o professor da Universidade Federal de Uberlândia, o médico de família Dr. Gustavo Raymond. Ele é coordenador do grupo de trabalho de populações invisibilizadas da ABEM (Associação Brasileira de Ensino Médico). Dr. Raymond parabenizou o grupo e os orientadores, pelo trabalho que ajuda a construir um conhecimento sobre o qual há uma deficiência muito grande, gerando um impacto, também muito grande, sobre a saúde do público LGBTQI+.

 

Professor convidado Dr. Gustavo Raymond,  da ABEM: elogio ao TCC sobre saúde LGBTQI+

 

“Sob a ótica dos direitos humanos e dos princípios de equidade do SUS, vemos a importância de tratarmos os diferentes como diferentes. O discurso das semelhanças acaba apagando e invisibilizando as diferenças. Isto aumenta as disparidades e as distâncias de um cuidado integral, equânime e universal em saúde”, comentou o médico.

 

Vantagem do virtual

A professora Jacqueline Laranjo falou à Agência de Notícias da Faseh sobre a experiência de realizar as bancas de forma virtual. “Foi um planejamento extenso, com diversas reuniões, pela internet, de preparo dos alunos para o uso da sala virtual na defesa dos trabalhos. O que ficou de resultado positivo foi a presença massiva de alunos, familiares, colegas, até de outras instituições, acessando a sala para acompanhar, o que não tínhamos nas apresentações presenciais”, destaca ela no depoimento em áudio. 

 

 

 

 

 

 

 

 

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